segunda-feira, 26 de setembro de 2016

É preciso MUDAR



Prática de atelier não deve somente usar o tipo de situação de um (supostamente ceramista professor) que orienta outros (supostamente ceramistas aprendizes) em definição de técnicas para legitimar o bom resultado na fatura de objetos. É fato que o grupo que frequenta meu atelier está junto no mesmo dia da semana e horário, mas trabalha em separado na singularidade de seus objetivos cognitivos e emocionais. Para privilegiar outra experiência, nada melhor que uma mudança de avental. Foi assim que funcionou...
A cada membro do grupo foi dada uma tendência recorrente no design de interiores. Depois foram convidados a ilustrar a tendência com recurso visual (pintura, fotografia, desenho, outros). Sugeri que desenvolvessem 4 objetos por tendência, arriscando uma linha de produtos. Em seguida, sorteamos a sequência das tendências, uma a uma. Finalmente, chegou o dia da primeira sessão. Naquele momento, troquei de avental e papel: a suposta professora como aprendiz e a suposta aprendiz como professora.
Ao final do projeto, o grupo avaliou positivamente a estratégia, comentando que a “surpresa” lhes permitiu observar Regina Franco em atividade.